Mostra será aberta em 3 de julho com mesa redonda sobre a universalidade nas obras de Galeano e Velozo

Numa era cada vez mais marcada pela prevalência da razão sobre as emoções, equilibrar a lógica com a sensibilidade pode nos aproximar de uma linguagem mais humana. Esse é o ponto de partida da exposição “Sentipensares”, da multiartista pernambucana Eliane Velozo, promovida pelo Museu do Homem do Nordeste (Muhne). A mostra será instalada na Galeria Massangana, no campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte.

Inspirada na obra do escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano, a mostra inaugura no dia 3 de julho, com uma mesa-redonda precedendo a abertura, e permanece em exibição até 3 de outubro. O Muhne é vinculado à Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

“Sentipensares” é um dos resultados dos 25 meses de residência artística de Eliane Velozo em Montevidéu, no Uruguai. No entanto, a semente do projeto surgiu muito antes. Segundo a artista, a ideia nasceu há 32 anos, quando escreveu uma carta a Eduardo Galeano expressando o desejo de criar a partir de sua obra. Com mais de 30 livros publicados, o autor dedicou grande parte da sua vida a recontar fatos transformadores da história universal, em especial da América Latina.

Antecedendo a abertura da exposição, no dia 3 de julho, será realizada a mesa-redonda “Universalidades: Sentipensares de Eduardo Galeano e Eliane Velozo”, na Sala Calouste Gulbenkian, também em Casa Forte. Na conversa, participam Eliane Velozo, artista expositora; Antônio Moura, gerente da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco; e Albertina Malta, analista de Ciência e Tecnologia da Fundaj. Em seguida, ocorre a inauguração da mostra, com a leitura de alguns textos de Galeano por Ruty Velozo.

O termo sentipensar, que nomeia o projeto, foi registrado por Eduardo Galeano a partir da vivência de pescadores colombianos que acreditam que a linguagem verdadeira une igualmente coração e razão. Inspirada por esse princípio, a exposição é composta por nove obras que exploram o conceito da universalidade, reforçado pela própria escolha do número, que na numerologia representa essa ideia presente tanto na obra de Galeano quanto na de Eliane Velozo.

Sobre a artista

Nascida em Lajedo, no Agreste de Pernambuco, Eliane Velozo é formada em Comunicação Visual pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e mestra em Belas Artes pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. A multiartista, que se considera cidadã do mundo, já expôs individualmente no Brasil e no exterior, tendo realizado residências artísticas na África do Sul, Argentina, Chile, Cuba, Portugal, Rússia e Vietnã.

Sua obra é composta de fotografias, instalações, objetos e literatura. Lidando com a perda progressiva da habilidade visual, desenvolve seus projetos com a colaboração de inúmeras pessoas. Apenas no projeto Sentipensares, Eliane mobilizou cerca de 100 pessoas da Argentina, Chile, Uruguai e Brasil.

Mesa redonda “Universalidades – Sentipensares de Eduardo Galeano e Eliane Velozo”
3 de julho (quinta-feira), às 15h
Sala Calouste Gulbenkian
Av. Dezessete de Agosto, 2187, Casa Forte, Recife

Exposição “Sentipensares”
Abertura: 3 de julho (quinta-feira), às 16h30
Período de visitação: 3 de julho a 3 de outubro de 2025
Horário de funcionamento: 10h às 17h nas segundas-feiras e das 8h30 às 17h, de terça-feira a sexta-feira
Entrada gratuita
Galeria Massangana
Av. Dezessete de Agosto, 2187, Casa Forte, Recife

Foto: Simone Vilar/Divulgação Fundaj

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